… o elenco de Queer as Folk?

Ana Emílio 10/08/2011 26

Queer as Folk revoluciou a TV ao mostrar o que poucos tinham coragem até então – e muitos ainda não tem: os gays como pessoas normais, gente como a gente.

A série, que estreou em dezembro de 2000 no canal americano Showtime, é um remake da série britânica de mesmo nome, e acompanhou durante suas 5 temporadas e 83 episódios o dia-a-dia de um grupo de amigos gays da cidade de Pittsburgh.

E como já faz 6 anos que eles nos deixaram, nada melhor do que saber o que esse pessoal anda aprontando atualmente, certo?

 

Você sabia que Hal Sparks, o intérprete de Michael, foi o apresentador de game show mais jovem da história da TV americana? Pois é, em 1988, aos 19 anos, ele comandava o Treasure Mall, uma disputa de perguntas e respostas entre crianças. Com o fim de Queer As Folk, ele participou de algumas séries – entre elas, CSI e Las Vegas – e entre 2007 e 2008, deu voz ao personagem principal da animação do Nickelodeon, Tak & the Power of Juju. Em 2009, Hal, que também é comediante, fez um especial chamado Charmageddon, que foi exibido pelo canal Showtime um ano depois. Este ano, ele foi contratado para ser o protagonista da nova série da Disney, Lab Rats, que deve estrear em 2012.

 

 

Gale Harold, o irresistível Brian Kinney, deve ser o ator mais conhecido do elenco de Queer as Folk. Tudo porque ele não parou de aparecer na telinha desde que a série acabou. Logo em 2006, ele foi visto em The Unit, Deadwood e Vanished. Em 2007, apareceu em Grey’s Anatomy, interpretando um paramédico neo-nazista e, um ano depois, assinou com Desperate Housewives para ser o novo interesse romântico de Susan (Teri Hatcher). Infelizmente, o ator sofreu um acidente de moto e ficou afastado da série por 6 meses, encerrando sua participação em maio de 2009. No ano seguinte, ele participou de CSI: NY e integrou o elenco de Hellcats. Na próxima fall season, ele estará de volta em mais um drama adolescente da CW, a aguardada The Secret Circle.

 

 

O impetuoso Justin foi o primeiro papel de Randy Harrison, que tinha 22 anos quando começou na série. Com a carreira totalmente voltada ao teatro, seu único trabalho na TV pós-Queer as Folk foi uma aparição na comédia Jack in a Box. Este ano, o ator, que é gay assumido e mora no bairro do Brooklyn em Nova Iorque, participou do espetáculo The Who’s Tommy no Colonial Theater em Massachusetts.

 

 

Além do talento, Peter Paige, o atrapalhado Emmett, tem sorte. Em seu primeiro teste em Hollywood, ele ganhou uma participação especial em Suddenly Susan, em 1997. E essa sorte vem o acompanhando, já que ele nunca ficou sem trabalho. Entre 2005 e 2006, Peter participou de Related e Grey’s Anatomy e, em 2007, fez um episódio de Without a Trace. Ainda em 2007, ele começou a dublar um personagem da animação Rick & Steve: The Happiest Gay Couple in All the World, que teve duas temporadas. Em 2009, ele participou de CSI: Miami e Raising the Bar; em 2010, apareceu em The Closer e, este ano, deu as caras em Bones. Seu próximo trabalho é o filme Copabacana, que contará a história de um rico inglês que se mete em confusões na noite do Rio de Janeiro.

 

 

O tímido Ted foi o único papel regular de Scott Lowell em uma série, mas isso não quer dizer que ele tenha deixado a TV de lado com o fim de Queer as Folk. Ao contrário, os espectadores mais atentos já notaram sua presença em episódios de Criminal Minds e Leverage em 2008, Heroes (2009), The Defenders (2010) e NCIS e Bones este ano. Além das participações, entre 2006 e 2009, ele deu voz a, pelo menos, três personagens da animação American Dad. Seu próximo trabalho é o filme The Chigaco 8, que será lançado nos Estados Unidos em outubro deste ano.

 

 

A bela Thea Gill (Lindsay) também é cantora de jazz e já fez apresentações a bordo de cruzeiros e em clubs. Entre seus principais trabalhos pós-Queer as Folk, ela participou de outra série com temática LGBT (Dante’s Cove entre 2006 e 2007) e fez um episódio de Ghost Whisperer em 2009. Ela também está no elenco de Copacabana, filme estrelado por seu ex-colega de elenco Peter Paige. Ao contrário de sua ex nas telas, Michelle Clunie, a durona Melanie, apareceu bastante na TV nos últimos anos. Em 2006, ela participou de House e Without a Trace, em 2007 de The Closer, em 2009 de CSI e em 2010 de The Mentalist, Lie to Me e Make it or Break it. Este ano, ela já apareceu em Detroit 1-8-7 e In Plain Sight. Além da TV, Michele também se dedica ao teatro, tendo feito turnê com o espetáculo Os Monólogos da Vagina. Seu próximo trabalho é o filme Queens of the World, ainda sem data de lançamento.

 

 

Os fãs de Burn Notice sabem muito bem por onde anda Sharon Gless, a intérprete da alegre Debbie: desde 2007, ela é a mãe do Michael Westen na série. E este não é o primeiro trabalho recorrente da atriz depois de Queer as Folk. Antes disso, entre 2008 e 2009, ela participou de 6 episódios de Nip/Tuck como a agente de talentos Colleen Rose.  Outro que não se afastou da telinha é Robert Gant, o professor Ben , mas seus trabalhos resumem-se a participações especias, como em CSI (2007), Nip/Tuck (2008), CSI: NY, Castle e CSI: Miami (todas em 2009), além de Bones, Hot in Cleveland e 90210 em 2010 e Mike & Molly este ano. Seu próximo trabalho é o filme Joshua Tree: 1951: A Portrait of James Dean, ainda sem previsão de estreia. Já para Jack Wetherall, o tio Vic, Queer as Folk foi praticamente seu primeiro e último trabalho na TV. Bastante atuante no teatro, ele é um notório intérprete dos clássicos de Shakespeare e, a partir de agosto, estará no Festival da Carolina do Norte, interpretando Prospero na peça A Tempestade.

 

Foi muito bom matar saudades desse pessoal e ver como tempo foi implacável com alguns e muito generoso com outros, não?

Semana que vem, estaremos de volta com mais uma Por Onde Anda… Peça sua série favorita nos comentários!

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Comentários




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26 Comentários Ativado "… o elenco de Queer as Folk?"


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3 anos 1 mês atrás

E o Doutor David, Chirs Potter?

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adriana2402
4 anos 23 dias atrás

rsrs o Darrenzinho tá no filme The Chicago 8 com o Scott Lowel… mas o próprio disse que duvida que alguem descubra em que cena…
Eu tb tentei ver a versão UK mas nã deu. Alguém sabe porque terminou logo na segunda temporada?
Um dos grandes méritos da QAF US foi ter durado tanto e não ter sido ripada como muitas series bacanas por aí.

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4 anos 23 dias atrás

Ana, super acho que você deva assistir a versão UK, ai poderá traçar uma opinião entre ambas. Só espero que você consiga finalizar. rs

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4 anos 24 dias atrás

Gostei muito desse post!
Afinal de contas comecei a ver a série semana passada e já estou na metade da 1º temporada! *—* (Isso pra mim é rápido! rs) Achei maravilhosa! xD
E foi legal ver o que houve com os atores!
;D

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4 anos 24 dias atrás

Estou chocada com o comentário do @robsoncardin. o_O
Quando terminei a maratona de Queer as Folk US, fui correndo baixar a versão UK, mas não consegui passar do 4º episódio, e digo mais, foi uma das piores coisas que já assisti em matéria de seriados (e olha que não assisti pouca coisa. rs). Achei todos os atores medonhos (sem exceção), o ator que faz o Brian Kinney (na UK é Stuart) é disparado o que achei pior, lógico que o fato de eu ser doida pelo Gale Harold ajudou a aguçar ainda mais o meu ódio pelo Aidan Gillen. rsrs
QAF US é, foi e sempre série a série da minha vida. Mas enfim, gosto é gosto.

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4 anos 24 dias atrás

Gente, que coisa. Vai ver eu que sou estranho mesmo. Morro de vontade de rever a versão britânica que nem faz tanto tempo que vi.

Mas fico pensando, vocês que viram e aguentaram CINCO temporadas de QaF US devem achar estranho mesmo a britânica. É bem diferente, a dinâmica é diferente, é bem mais puxada pra uma dramédia, e também é um humor bem britânico. Eu adorei a série. Adoro a musiquinha meio carnaval da abertura, passa um clima leve e descontraído, o Aidan Gillen ta tão bom no papel. Ele te faz odiar o personagem, mas depois vai te conquistando. O Vince (Michael) então, não achei o Hal Sparks tão ruim no papel, mas não consigo ver ele nem perto do Craig Kelly da versão original.

Acho que agente acaba ficando enviesado pela primeira versão que viu né, odeio até os nomes que mudaram dos personagens. Eu pretendo ver mais da americana quando tiver mais animado, mas ainda acho a UK uma das melhores séries que vi. E eu também não vi pouca coisa.