Uma das melhores estreias deste ano chegou ao fim de sua primeira temporada ontem, na HBO. Em apenas dez episódios, Game of Thrones foi capaz de se estabelecer como o novo sucesso do canal, que não poupou esforços e nos apresentou uma série bem produzida e detalhista.
Antes de comentar o season finale, vou fazer um balanço geral da temporada.
O primeiro episódio nos apresenta o panorama que se estabelece na temporada: a disputa pelo reino. No decorrer dos episódios, o enredo se divide em tramas paralelas tão interessantes quando a principal.
Posso dizer, sem nenhum medo de errar, que a série não seria a mesma sem a presença de Daenerys, sem dúvida, a melhor personagem de Game of Thrones. Ela passa de produto de troca à uma mulher que sabe que tem o poder nas mãos. Na minha opinião, sua história é a mais interessante no reino de Westeros e, pra não dizer que fui injusto, faço aqui uma pequena menção a Tyrion Lannister. O que lhe falta em estatura, sobra em atitude.
Game of Thrones mostrou que nessa guerra ninguém está completamente a salvo. Ned Stark que, até então, era entendido como protagonista da série, perdeu a cabeça em um sádico lembrete que a série nos faz: o reino é o verdadeiro protagonista desta história.
As mortes de personagens importantes serviram pra que nós não pudéssemos prever o que aconteceria. Não imaginava que Ned deixaria seu senso de justiça e honra de lado e confessaria o que não fez, e que Joffrey (apesar de detestável, é um personagem muito bom), não pouparia a vida do pai de Sansa, que está prometida como futura rainha.
A morte do irmão de Daenerys também veio muito cedo, mas a sensação de saciedade pela forma como morreu fez toda a cena valer a pena. Não tenho condições aqui de julgar a morte de Khal Drogo, mas a causa de sua morte só pode ser descrita como estupida.
Game of Thrones poderia ter tido uma temporada impecável, mas notei que os dois últimos episódios, logo eles, sofreram com um pouco de relaxo. Em Baelor, o penúltimo, os acontecimentos parecem meio corridos, passando de um reino para o outro com muita rapidez e sem grandes revelações, deixando para o final o grande acontecimento do episódio.
Agora falando do season finale, Fire and Blood foi um episódio bem equilibrado, mostrando os efeitos dos últimos acontecimentos: a decaptação de Ned e a captura de Jaime Lannister. Ainda assim, achei o episódio abaixo da média geral da temporada. Mais uma vez, Joffrey mostra todo seu potencial para rei louco, obrigando Sansa ver a cabeça do próprio pai. Além de mostrar um lado violento, claro.
A pequena Arya é outra personagem intrigante. Agora ela tem que se passar por um menino, coisa que tenho certeza que não terá dificuldade por fazer graças a sua forma de peitar os costumes da sociedade da época. Os rumos que a personagem tomou durante a temporada foram satisfatórios e vejo contribuições importantes vindas dela. Afinal, ela lutará pelo pai, ao contrário de Robb, que luta pela honra da família. E essa diferença de objetivos definirá quem será o vencedor dessa disputa.
Do outro lado do rio estreito, Daenerys encara as consequências do que fez pra tentar salvar Khal, além de ter perdido o filho. Agora ela se vê sem poder influenciar o povo de Khal e à beira da vulnerabilidade total. Um ponto positivo: raramente são os momentos em que podemos prever suas ações. E foi justamente isso que levou a cena do assassinato de Khal Drogo a ser uma surpresa, até mesmo maior que a morte de Ned Stark.
Só ela poderia ter sido a responsável pelo encerramento da temporada com um momento que vinha esperando desde o primeiro episódio: o aparecimento dos dragões. O surgimento dela entre as cinzas nos remete a cena da morte de seu irmão e reforça suas palavras: o fogo não pode matar um dragão.





























