Semana passada, o leitor Gabe de Matos nos alertou para um fato que muitas outras pessoas tinham notado e discutido em forúns como orangotag: o quanto Happy Endings tem elementos de Friends. Seria ela uma cópia da série dos seis amigos ou a sua substituta?
Particularmente, eu não gosto do termo “A Nova Friends”, ou “A nova Isso ou Aquilo ”. Fujo dessas produções. O engraçado é que, a principio, não tinha me atentado pro quão elas eram parecidas mas, com alguns episódios, já era notável a quantidade de elementos de Friends em Happy Endings. Quer exemplos? Vamos a eles:
Noiva em fuga no piloto
Quem não lembra de Rachel chegando no Central Perk vestida de noiva no momento em que seu casamento deveria estar acontecendo? Pois é. Happy Endings também começa com uma noiva fugindo do altar. A noiva da vez é Alex, a dona de uma loja de roupas – ops, Rachel trabalhava em uma, não é mesmo? Claro que a atriz Elisha Cuthbert não tem o carisma nem o timing pra comédia de Jennifer Aniston (ah, vai dizer que você não gostava da Rachel?), mas ela tem potencial, só precisa de um roteiro que desenvolva melhor sua personagem…
O azarado em relacionamentos
Dave é o Ross 2.0 . Não é nerd como ele, mas tem o mesmo azar para relacionamentos que o nosso amigo paleontólogo. Ele e Alex prometem ser o casal Ross e Rachel com inúmeras idas e vindas, brigas e confusões. De vez em quando, rola uma piadinha sobre a fuga dela do casamento assim como foi o clássio “We were on a break”.
A BFF, agora irmã, perfeccionista
Se em Friends, Monica era a irmã perfeccionista de Ross, e amiga dos tempos de colégio de Rachel, em Happy Endings, a “certinha” da vez é irmã da protagonista Alex. Assim como Monica, Jane gosta de tudo no seu lugar, é competitiva e, quando embarca numa ideia, enlouquece todos para seguirem. Em resumo: uma Monica loira.
A “correção política”
Quem acompanhou Friends na época em que ela foi transmitida, sabe que o programa foi taxado (por alguns) de racista por não conter outros senão os branquinhos e bonitinhos. E, à luz do politicamente correto, Happy Endings vem mudar isso com Brad, um personagem negro, que é casado com Jane. Talvez ele seja uma das únicas coisas realmente “inovadoras” de Happy Endings (em relação a Friends, claro), com um humor mais típico, bem na linha de My Wife and Kids, série que, por sinal, era protagonizada pelo pai do ator.
A louca do grupo
Todos amavam Phoebe, a minha friend favorita. Desajuizada, sempre se metendo em confusões, a mais descolada do grupo. Em Happy Endings, Penny vem pra ocupar esse lugar. Aqui ela é mais ousada, meio safadinha. Vive atrás de um namorado, não tem muita noção, meio atrapalhada. E é por isso mesmo que ela é uma das que causam mais risos.
O Chandler que não foi
Max é o que Chandler deveria ser: gay! Pra quem não sabe, os planos iniciais traçados para o personagem é que ele seria gay, até que contrataram Matthew Perry e mudaram a história, mas a piada continuou ali. A diferença é que Max é uma mistura de Chandler + Joey, o que faz com que ele não caia no clichê dos gays retratados nas sitcoms.
Os apartamentos divididos
Alex e Dave começam morando juntos, assim como Max e Penny. Depois da fuga da noiva e alguns problemas entre Penny e Max, eles resolvem trocar. Penny vai morar com Alex e Dave com Max. Alguém mais se lembrou dos apartamentos de Chandler & Joey e Rachel & Monica? Aqui, vale ressaltar que a falta de compromisso da ABC em transmitir os episódios em ordem causa certa confusão, já que em um episódio temos Max e Dave já morando juntos e, lá na fente, temos um em que os dois decidem dividir o apartamento.
A cafeteria virou bar
O ponto de encontro fixo de todos. Enquanto em Friends, eles tinham o Central Perk como cenário para suas confusões “fora de casa”, aqui temos o bar onde os amigos sempre se encontram. Se bem que em Happy Endings temos cenas em uma cafeteria também, mas não tão frequentes quanto em Friends afinal, acho que só as garotas Gilmore bebem tanto café quanto os seis amigos de Nova Iorque .
Quando você se dá conta, Happy Endings vira uma cópia descarada de Friends. Além desses fatores “maiores”, temos inúmeros outros detalhes que são bem parecidos, como o velho tarado do prédio vizinho que é a versão do ugly naked guy de Friends, por exemplo.
Copiar faz Happy Endings ser tão boa quanto Friends? Não. Faz dela uma série ruim? Também não. Happy Endings encontra-se no meio. Tem uma trama boa, faz você rir e se encantar por alguns personagens, mas ainda está longe de ser brilhante como Friends foi. Mas isso também já é pedir demais, né?
E se você também notou semelhanças entre as séries, conte para gente nos comentários.































