Sentiram um clima brasileiro no ar? É que hoje, pela primeira vez, a coluna traz uma série nacional. Mas não é apenas uma série nacional, é “A” série. Depois que a @rehvivan fez um especial sobre a evolução fashion da personagem, fiquei com vontade de também escrever sobre ela. Estou falando de Alice, produção da HBO que fez um grande sucesso e tem fãs até hoje que clamam por uma segunda temporada. Um deles sou eu.
A história se passa na pacata Palmas, no Tocantins, onde Alice (Andréia Horta) é uma guia turística local que tem poucas ambições. Um dia, ela recebe a notícia de que seu pai, que mora em São Paulo, se suicidou, obrigando-a a ir até lá para velar o corpo e ouvir a leitura do testamento. Mas ela acaba se encantando pela magia da cidade e cai completamente de cabeça nesse mundo novo, que se transforma a cada dia e que a transforma também.
Aqui você fica sabendo O Melhor e o Pior de… toda a trajetória percorrida por nossa heroína em 13 episódios e mais dois telefilmes. E enquanto a segunda temporada não chega, vem comigo saber os bons e os maus momentos da série.

São Paulo como personagem
Assim que chega a São Paulo, o único propósito de Alice é enterrar o pai, cuidar das burocracias e comprar um edredom pra levar de volta pra casa. Mas no caminho para o aeroporto, ela fica presa em um engarrafamento e perde o voo. Liga para uma amiga, que a leva a uma festa e é aí que a história começa de fato. Alice cai na noite paulistana e junto com ela vamos desbravando a cidade em cenas bem ágeis, psicodélicas e cheias de contrastes. Uma São Paulo contemporânea, urbana e, acima de tudo, noturna.
Amadurecimento
Seria inevitável ficar em São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, e não mudar. Até mesmo porque a cidade te impõe essa mudança. E com Alice não foi diferente. De moça simples do norte do Brasil, ela se tornou uma mulher ambiciosa que conseguiu se firmar na vida. Mas para que isso fosse possível, ela teve que errar muito e aprender com seus erros. Tudo foi necessário para que a personagem amadurecesse e evoluísse.
Participações especiais
Além contar de um elenco de peso como Regina Braga e Walderez de Barros, a série trouxe grandes nomes da teledramaturgia nacional que tiveram papéis importantíssimos na condução da história e de todas as fases pelas quais Alice passou. Como esquecer de Tereza Raquel na pele de Elvira Cipriani, uma cantora em decadência que passa por momentos delicados e é ajudada por Alice? Ou Bárbara Paz vivendo Guiga, garota de programa que conhece Alice em uma de suas muitas noitadas pela cidade? Monique Evans e Zé do Caixão também passaram pela série, mas a participação que mais marcou foi a de Eduardo Moscóvis no papel de Lourenço Marques, um empresário que se envolve amorosamente com Alice e acaba engravidando a moça. O relacionamento dos dois fica balançado após a notícia e depois Alice acaba perdendo o bebê, dando um fim definitivo ao romance, que já não ia bem de qualquer forma.

Relacionamento Nick/Alice
No começo da série até que foi legal ver os dois juntos, conhecendo um ao outro. Viraram os queridinhos do público. Mas quando a série voltou em um especial dividido em duas partes, Alice e Nicolau já não eram os mesmos. Estavam pensando em casar e comprar apartamento, mas Alice estava focada na carreira como produtora de espetáculos de teatro, enquanto ele só pensava no relacionamento, mas de uma forma doentia. Isso fez com que Nick se tornasse insuportável e o relacionamento deles fosse se desgastando. E aquele casal que era tido como preferido, agora tinha toda uma torcida para que chegasse ao fim. Não deu em outra: em uma briga do casal, Alice sai desgovernada pela cidade e conhece Frederico, um suicida pelo qual ela acaba se envolvendo e tendo um affair de uma noite só, deixando a história em aberto caso a série tenha uma continuação.
Fase desenfreada
Quando Alice finalmente se encontra, ela acha que já está com a vida ganha e, assim, começa a fazer uma besteira atrás da outra. Dá início então a uma vida de farras e drogas, transa com vários homens diferentes, se afasta de todos aqueles que antes eram seus amigos. Ganha a antipatia de todos ao seu redor, inclusive do público. Até que um dia, ela chega ao fundo do poço e precisa da ajuda de todos. É aí que Alice percebe que não é a dona do mundo e que amadurecer seria essencial para sua nova fase. Foi uma verdadeira redenção da personagem, em que ela se mostrou fragilizada e vulnerável.
A segunda temporada que nunca veio
Pois é. Por causa de um acordo que nunca houve por parte da HBO e da Gullane Filmes, até hoje não foi possível a produção de uma segunda temporada da série. Os dois telefilmes de 90 minutos foram a solução que eles encontraram para saciar a vontade dos fãs. Mas não foi o suficiente, pois a história de Alice ficou muito a desejar e o público pediu mais. Há esperanças de que, em 2012, a série volte para uma nova temporada, mas ainda não se tem certeza de nada, o que nos resta é esperar e torcer para que isso aconteça o mais rápido possível.
Hoje a coluna fica por aqui e semana que vem estou de volta para falar da série do mês. Então, se você é fã de Damages, fique ligado no Box. Até lá.





























