A Teia – Episódio 5

Carol Maglio 26/02/2014 0
  • Roteiro
  • Atuação
  • Trilha Sonora

Esquece as férias. Você tem um mês pra fazer a fita.” Letícia

Apesar de muitos novos elementos terem sido introduzidos neste quinto episódio de A Teia, a sensação que fica é a de que a minissérie não andou nem foi pra lugar nenhum. Boa parte da ação de tirar o fôlego se encontra apenas nos flashbacks (como no resgate de Oliveira, cinematográfico, by air!). Aliás, este flash do passado nos deu a ideia de que a turma de Zés pode ter se conhecida toda na prisão, já que Baroni e Clayton estavam entre os detentos que corriam e atiravam de um lado pro outro no pátio. Quem também estava ali? Ney (Gustavo Machado), que era companheiro de cela de Baroni e, por acaso, ex-marido de Celeste e pai de Ninota.

Este capítulo também nos indicou que a investigação mudou mesmo de localização e vai se concentrar em Curitiba. E que péssima ideia ter deixado Libânio e Taborda em Brasília! Inacreditável um episódio inteiro sem dois de seus melhores personagens.

Macedo “seduziu” o delegado do sul, com a possibilidade de pegar os corruptos da Civil, mas… peraê. Tirando o depoimento do finado Clay, tem mais NADA que indique o envolvimento tão direto de policiais com a compra do ouro. No episódio anterior, vimos os caras da Civil torturando seu informante num voo de helicóptero, mas no tempo atual, nadinha indica um mínimo envolvimento nessa ‘fita’.

a-teia-episodio-5-paulo-vilhenaPois bem, Macedo e Germano têm agora o tal do Grego em mãos. E como são iludidos, não? Estavam lá, se achando mais espertos do que o cara, só porque o prenderam com algumas artimanhas engraçadinhas (como simular a batida do carro), Mas Grego foi beeeem mais malandro e conseguiu falar com Baroni, sob a supervisão de um monte de delegado federal, e passar a dica de que estavam sendo interceptados e até a dica de que o ‘rock’n'roll’ estava no ventilador de sua luxuosa cobertura.

E por falar em Baroni, vimos muito de seu universo. Conhecemos praticamente a família toda. Uma das mais importantes ainda teve uma ponta bem pequena, que é Wanda (Inês Peixoto), tia de Baroni e namorada de Suzane (Juliana Schalch). Wanda é uma das maiores comparsas do sobrinho bandido e, pela cara, não é boa coisa. Fiquei com a sensação de que ela é louca, dominadora e sádica.

Mas a descoberta mais importante foi a de que Baroni é o cara que põe a mão na massa do serviço sujo para manter o altíssimo padrão de vida de sua mãe Rosa (Gisele Fróes) e de sua ex-mulher Letícia (Arieta Correa). Ninguém ali vive enganado, não. Todas sabem o que o rapaz faz e querem mais e mais. Tanto que Rosa, apesar da cara de cu o tempo todo, acaba aceitando Celeste e Ninota em sua casa. Já Letícia, essa parece exercer ainda um forte poder sobre Baroni, já que apenas um diálogo entre os dois faz com que o bandido abandone de férias ao lado da atual namorada. E o que dizer do momento de sexo selvagem entre os dois, na mesa do luxuoso duplex? Pobre Celeste, está sempre dormindo no canto que dá, vivendo a vida bandida e fugitiva, achando-se a primeira dama da quadrilha, enquanto a primeira esposa usufrui do luxo e do bem-bom.

Mas é em Celeste (e na necessidade dela de manter a filha em contato com o pai biológico) que pode estar a derrocada de Baroni. Afinal, a esperta e ultrafofa Ninota guardou, sem ninguém saber, o celular interceptado por Macedo e Cia dentro do ursinho. E esse foi o acontecimento mais emocionante do episódio todo.