A Teia – Episódio 2

Carol Maglio 05/02/2014 5
  • Roteiro
  • Atuação
  • Trilha Sonora

Tô achando que esse assalto não deu tão certo assim” – MACEDO, Jorge

O segundo episódio de A Teia foi um pouco melhor e mais profundo na trama do que a estreia, mas ainda continuou com alguns ‘defeitos’ que irritam: áudio bem confuso, cenas noturnas muito escuras e uma câmera que podia ser um pouco menos frenética. Ainda assim, a gente vai se acostumando que essa é a linguagem da série e vai tentando se envolver com os personagens.

O capítulo começou com um flashback, muito próximo à história real que inspira a série. Um ano antes de Baroni roubar as barras de ouro, o aeroporto de Brasília já havia sofrido uma tentativa de roubo ao carregamento de valores que saiu toda errada. Mas ali se rascunhou a ação que Baroni viria a cometer.

Esse assalto frustrado não passa batido na investigação do Delegado Macedo, que agora ganhou o reforço oficial de dois agentes: Libânio e Taborda. Mesmo com pouco tempo na tela, já deu para perceber bem as personalidades diferentes dos dois. Aqui vale destacar os méritos dos seus intérpretes Fernando Alves Pinto (que eu acho um dos atores mais versáteis da atualidade) e Michel Melamed (que eu tô conhecendo agora e observando com atenção). Seus agentes, pelo menos, parecem mais intrigados com o caso do que qualquer outro ‘agente comum’, visto pela investigação no local onde estavam os carros e motos abandonados, em que Queiroz diz a Macedo que muita coisa ali não passa de coincidência. Mas não pra um caçador com o faro do Pinga-Sangue.

a-teia-capitulo-2-andreia-horta-celesteCom apenas uma pista, de uma ligação anônima, feita do telefone público em frente à mercearia que ele sabia ser o ponto de encontro dos bandidos, que dizia que os suspeitos ‘não o haviam deixado carregar as caixas com instrumentos musicais’, ele conseguiu localizar o denunciante e chegar à mais importante pista até aqui: uma casa afastada e abandonada – e muito sinistra.

Nesta casa, mora um Louco dos Gatos, carroceiro que recolhe recicláveis e que parece não bater muito bem da cabeça. Afinal, quem é que guarda um anel ainda com um dedo dentro de um jarro, né? Ainda descobrimos que nesta casa é que se encontra o fosso que foi o cliffhanger do primeiro episódio (eu tinha entendido que era no mesmo local onde estavam as motos, mas tudo bem). E quem está lá dentro? O Zé que Baroni tinha prometido não deixar pra trás.

E deixou.

Mas antes de falarmos do Baroni, vamos adicionar mais um elemento à trama de Macedo, a jornalista Bárbara Schimidt. Estando em busca de um escândalo na figura do delegado, ela surge como uma ‘inimiga’ (aliás, a imprensa de uma maneira geral, chamada de urubus assim que surgem pra fazer reportagem). Mas, pelo visto, será uma aliada na ação que Macedo decide levar em paralelo, para afastar sua mãe do ex-Senador corrupto que ela namora e que é seu desafeto. A desenvolver… Mas só eu que acho que essa peleja não vai sair barata? Afinal, um ex-Senador deve ter seus aliados, que podem muito bem mostrar a Macedo que ele está mexendo no vespeiro errado – e aquele irmãozinho dele não me desce!

Agora sim, vamos para Baroni.

Ainda não deu pra sentir ‘do que ele é capaz’ por esse episódio. Quer dizer, se a gente não considerar que ele é do tipo capaz de jogar aliados para morrer num fosso depois de dizer que não faz isso. E um aliado que, pelo visto, foi importante pro esquema, já que estava na tentativa de roubo original, sendo filho do mentor desse tipo de ação.

Baroni está indo cada vez mais para perto da fronteira com a Bolívia, tendo também a companhia de um aliado e piloto particular, Charles. E ainda dá de presente para Celeste uma câmera que, acredito, terá grande importância nisso tudo.

E já que (ainda) não há muito o que falar de Baroni, vamos falar de sua Primeira-Dama, Celeste. Andréia Horta não é uma atriz excepcional, mas é esforçada. Pelo menos, percebemos que ela tenta criar uma personagem mais real, tentando ser forte e esperta no meio em que vive. E parece que o mundo (e os homens) querem lembrar Celeste o tempo todo do seu passado como garota de programa. Por mais que Baroni lhe prometa o universo e as estrelas, a sensação que se tem é que a jovem pode voltar a qualquer momento ao lugar de onde veio, onde precisa vender o próprio corpo para alimentar a filha. Daí a personagem se vê em meio ao encanto que lhe rende um amor bandido e um constante estado de alerta, de sobrevivência. E pelo visto, Celeste é um desejo oculto pro tal Charles, que olha para ela como quem olha para um bife suculento quando está começando a ter fome.

Mas por uma coisa, Celeste não esperava, algo que abala o seu mundo! Depois de ver Charles enterrando algo suspeito, ela descobre ali o kit fuga mais clichê do mundo, com dinheiro, armas e passaportes falsos – e nenhum para ela. E tudo indica que Baroni tem planos que não incluem a sua atual namorada! Há um passaporte, mas para uma mulher que em nada lembra Celeste. E aí fica a pergunta: quem é a tal da Valéria Arias Bastos?




  • Anderson Lopez

    Apesar de algumas falhas bem descritas pela nobre colega (como câmera frenética e áudio confuso, e, acrescento aqui, cortes de uma cena pra outra velozes demais que, se o telespectador pisca, ele perde o fio da meada), o seriado tá me surpreendendo. Primeiro, por ser bem diferente e ter mais ação do que outras séries do tema produzidas pela Globo (como Força-Tarefa).
    Segundo, pela temática de investigação bem conduzida. Espero que não se deixado pontas soltas, coisa que me irrita bastante na construção de um roteiro de série, pelo fato dos muitos episódios!
    No mais, excelente REVIEW e que A TEIA nos surpreenda!

    • Carol Maglio

      Se seguir história real, acho que não terá ponta soltas, não… Esse crime não foi nada perfeito! rsrs
      Beijos e obrigada pelo elogio à review!

  • Ellen

    Esse episódio foi melhor que o primeiro, mas ainda acho que falta alguma coisa.
    Gostei da dupla Libânio e Taborda x pixels haha
    E quanto a Andréia Horta, ela sempre será a Alice da HBO <3

    • Carol Maglio

      O lance dos pixels foi muito espirituoso por parte do roteiro mesmo! hahaha
      :)

  • Alana Sixx Biersack

    – Tipo, Eu Queria Saber O Nome Da Música Que Charles Começa A Cantar Feito um Louco dentro Do Carro quando está levando Celeste e Sua Filha Para ver Baroni .. Charles até pede pra ela cantar, mais ela não sabe cantar inglês .. Alguém Pode Ajudar ?